Queijo Elétrico


Do Grito Rock BH
Fevereiro 1, 2010, 1:53 am
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De vez em quando é melhor se posicionar só pra sair da inércia. Quando usei meus 140 caracteres para questionar a vitória da banda Capim Seco no Grito Rock, não estava questionando nem a qualidade do samba nem a decisão tomada por quem quer que seja. Era só pra questionar mesmo.

Não há por trás deste discurso um bitolamento de roqueiro.  Mas sim um viva à diversidade… a gente já engole cada tipo de coisa mesmo. Mas continuo achando difícil associar a cultura do samba com um grito do rock. Acharemos 500 motivos para encaixar e misturar essas coisas. Mas eu ainda prefiro separar.

Nem tudo é perfeito. Uns fazem cover, outros sing about things, e o book, minha gente, ainda está on the table. Pra nos guiar falsas maneiras e nos dizer como agir de acordo com os nossos interesses, podemos nos ajudar discordando. Isso não gera inimizade. Só não dá pra ficar brincando de seu mestre mandou. E concordar o tempo todo, é um saco mesmo.

Eu queria “tacar o puteiro”. Ser bem exagerado no discurso assim como discutido com o senhor Cafa e Claúdio guitarra capética. Mas vou preferir começar devagar justamente pra não ser mal interpretado.

Acho que o Batista do Fada entendeu bem o propósito. O Luis Gabriel do Graveola colocou fatos que amenizam a situação para que pudéssemos concordar. Uma antiga visão PUC X UFMG que existe desde os ótimos ENECOM’s.

Rock, com bateria e ligado na tomada.Cantado em português. Aí tá tudo certo!!


3 comentários so far
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invadimos sua praia?? repense o seu rock antes de questionar uma banda de MUSICA ORIGINALMENTE BRASILEIRA ter vencido o Grito ROck

Comentar por Pedro Thiago

Opa! Faço parte do grupo Capim Seco, e não fico nada incomodado com esses questionamentos acerca da nossa participação no Grito do Rock. Sei que não é nada pessoal. Topamos participar desse evento como um desafio, e tinhamos aquele receio natural,em relação à recepção que teríamos. Eu sou um ex metal-punk-core-trash-doom, dos quase primórdios da cena Belo Horizontina, com butecário, estrela, alcatraz, e mais tarde o próprio Matriz, onde tocamos pelo “Grito”. Adorei retornar a essa cena sob essas condições. A circularidade do mundo me fascina! Enfim, estou voltando aos lugares que me iniciaram na música! Agora na Obra! Fantástico! Enfim, sei como funciona esse movimento, e acho muito legal! Todos tem que se afirmar mesmo, e a polêmica é sempre bem vinda! Brasil é sincretismo, embora às vezes se esqueça disso!! É só ouvir o Sepultura cantando a ‘”Dança das Borboletas”, do Zé Ramalho, ou o Angra tocando “Chega de Saudade” do Tom Jobim(embora essa versão não seja das mais bonitas pra mim…), ou até mesmo ouvir Mutantes, Seco e Molhados, Som Imaginário e tantos outros como Lenine, Otto, Pedro Luiz e etc, para perceber que essa barreira entre rock e música brasileira já foi transposta há muito tempo! Até a origens são as mesmas… embora também se desconheça isso. Mas aí é outra discussão. Agradeço as palavras e questionamentos do companheiro, que se posicionou sem faltar com respeito. O caminho é esse, eu acredito! Cresci ouvindo falar que rock’n roll é atitude!! O rock cresceu rompendo fronteiras, e tirou o mundo daquele lugar comum!! O Capim Seco segue esses passos! A primeira fronteira foi rompida, embora ainda haja muitas pela frente. O samba invadindo o terreiro do rock, assim como o rock fez ao invadir o Brasil e transformar a música brasileira. O que diria Ariano Suassuna? Assim como nossos amigos do Black Sonora, “estamos aqui para romper fronteira”!! Sem nenhuma pretensão, e todo respeito, talvez o Capim Seco seja o grupo mais rock´n roll do Grito do Rock, pelo menos na atitude de quebrar certos paradigmas que insistem em existir. Música é música!! “É gente cuidando de gente” como diria o grande mestre Leonardo Quintão. Estamos na mesma barca!! Produzir música independente já não é fácil. Se os próprios músicos fecharem suas portas para outros artistas, estaremos dando um tiro no pé!! O Capim Seco deu o seu “Grito do Rock” tocando muito samba, jazz e etc, com muita qualidade, modéstia à parte. Que venha “A Obra”!! Dia 10 de fevereiro estaremos lá celebrando a diversidade pós moderna da música brasileira e mundial!! Aliás: “eu vou de chapéu de palha, eu vou”!!
Sucesso pra todos!! O mundo é grande e cabe todo mundo!! Estamos juntos!!

Grande Abraço

Gabriel Goulart

Comentar por Gabriel

fuck off bitch

Comentar por zé ramalho




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